Site Meter Blog do Tavares: novembro 2011

O CRB, a Justiça e a oportunidade


Dia 02 de dezembro, sexta-feira próxima, é a data marcada para a realização do leilão do "estádio" (digo dessa forma, por que entendo o Severiano Gomes Filho como um CT) do Clube de Regatas Brasil.

Um dos processos contra o Regatas corre na 2ª Vara do Trabalho de Maceió (aqui o link), e inicialmente a dívida era de RS30 mil, agora já passa de R$160 mil. O documento que marca o leilão e dá os detalhes está aqui, fala-se (extra-oficialmente) numa dívida total de cerca de R$3 milhões.

É óbvio que o CRB está tentando contornar a situação, inclusive tentando  impedir o leilão de acontecer, o que ao meu ver é um engano. Explico.

O campo da Pajuçara está avaliado em R$9.240.000,00 (nove milhões e duzentos e quarenta mil reais), e tem gente no próprio CRB que fala que na verdade esse valor passa de R$10 milhões, por isso, a luta do clube deveria ser para que o valor fosse revisto para cima, e para que o pagamento fosse realizado no mínimo de parcelas possível (ou quem sabe à vista), e não para cancelar o leilão.

Digamos que o Galo da Praia conseguisse que a venda fosse realizada por R$11 milhões, então o clube quitaria suas dívidas e ainda sobraria dinheiro suficiente para construir um CT de altíssimo nível, já que não há necessidade de estádio, pois existe o Rei Pelé em Maceió.

Penso sinceramente que o clube deveria praticar o desapego e abraçar o futuro que uma situação dessas pode proporcionar. Seria a porta de entrada para um novo tempo, em um outro nível.

A nostalgia doentia deve dar lugar ao novo, neste momento.

Além do mais, o CRB ganharia duplamente, pois, tirando o caminhão de dinheiro que chegaria, não se precisaria mais mascarar os números de renda e público nos borderôs para ludibriar a Justiça e autores das ações contra o clube.

Pelo menos não haveria mais motivos...

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Solução para o futebol brasileiro. Achei!

O título ficou muito geral, mas minha intenção com esse texto é chamar atenção para o uso excessivo de bolas alçadas na área durante uma partida de futebol no Brasil. Alguém realmente gosta de assistir jogos em que o movimento ofensivo principal dos times é levantar a redonda na área?

E o pior, é que mandam a bichinha para a área de qualquer lugar do campo. Isso não é jogada, é falta de respeito com o futebol, comigo e com você.

Assistindo o jogo entre Milan e Barcelona (válido pela Champions League), há dois dias, reparei, mais uma vez, como o Barça quase não faz esse tipo de "cruzamentos". Como é lindo ver futebol de verdade, sendo jogado com a bola no chão.

Quando um time faz isso da maneira correta, até aquela máxima de que é pelas alas que se acha mais espaço perde o sentindo. Tabelas incisivas e rápidas, levam a bola para perto do gol seja lá em que lugar do ataque se esteja.

Vendo esse jogo me lembrei de uma conversa que tive no final de semana passado, quando acompanhava alguns jogos do Brasileirão Série A, na ocasião, fiquei tão irritado com a sequência de lançamentos altos despretensiosos (os narradores chamam isso de cruzamento) nas áreas dos times em disputa, que acabei pensando em algumas modificações nas regras do jogo no Brasil. Na hora, o pessoal que estava comigo achou engraçado, mas depois viram que pode dar jeito.

A título de recuperar o jeito de jogar (historicamente) dos nossos clubes, perdidos ao longo do tempo, pela idéia mentirosa da superioridade do jogo praticado em alguns lugares da Europa. É impresssionante como absorvemos só o que não prestava, e transmitimos o que de melhor acontecia por aqui.

Bom, aí vão as sugestões (simples), que deveriam ser seguidas de imediato, principalmente nas categorias de base desse país, urgentemente:

1- banir os "cruzamentos" da intermediária do campo, quem ousar tal heresia leva cartão amarelo no ato;

2- somente os laterais (figura rara no Brasil atualmente) podem fazer CRUZAMENTOS (estes sim!), utilizando única e exclusivamente as jogadas de linha de fundo (vocês nem devem lebrar mais como é isso). Jogador de outra posição querendo tirar onda, cartão amarelo na hora, e;

3- gols gerados a partir de lançamentos em profundidade e/ou tabelinhas na entrada da área, valem dois e ainda ganha um abraço do árbitro.

É isso, tirando a brincadeira, acredito que faça algum sentido.

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Paulo Pelaipe e o preconceito

Admito que relutei em escrever sobre esse fato, pois não gosto de dar audiência a pessoas como esse sr. Paulo Pelaipe, dirigente do Grêmio Football Porto Alegrense, clube bicampeão da Libertadores, que, inclusive, no último título foi dirigido por Luís Felipe Scolari, que começou sua carreira de treinador no CSA, clube do inexistente futebol alagoano.

O que aconteceu foi que este cidadão ao reclamar da arbitragem aplicada pela árbitro Francisco Carlos Nascimento, despejou na mídia todo seu preconceito com o futebol de Alagoas. (só pelo futebol?)

O que ele falou foi exatamente o seguinte: "Ou temos pessoas com má intenção ou a safra de árbitros é muito ruim. Como pode colocar um árbitro de Alagoas para apitar um clássico do futebol brasileiro. Lá, não tem futebol. Ele fica cinco meses sem apitar e só trabalha no Campeonato Brasileiro."

Não vou comentar a arbitragem nesse jogo específico (Fluminense 5 x 4 Grêmio), já que não assiti o jogo, mas é de conhecimento geral que a arbitragem brasileira é das piores do mundo, independentemente do Estado de origem do soprador de apito.

Na qualidade de diretor de um grande clube do futebol brasileiro, o senhor Pelaipe tem a obrigação de saber (e ele sabe, sim!) que em Alagoas exisste campeonato estadual. Ele sabe inclusive o que é feito pela grande mídia nacional para esmagar os campeonatos estaduais de menor alcance, como o dele próprio (Rio Grande do Sul) também é. Mas sempre deixei claro aqui, que boa parte da culpa do nível sofrível do nosso futebol está nas costas dos dirigentes, que de fato não dirigem coisa alguma.

No mais, o que me preocupa é que o preconceito é uma grande violência. E violência gera violência, basta ver nas redes sociais e fóruns sobre o tema.

O que tem de alagoano chamando o Paulo Pelaipe de gaúcho viado, não está no gibi... nem estará nesse blog, pois não suporto pleonasmo nos meus textos.

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A importância do "dia do fico" Neymarista

A repercussão obviamente foi muito grande, como não poderia deixar de ser.

A decisão de ficar no Brasil e continuar sua ascensão rumo ao posto de um dos grandes ídolos do extenso rol da fama santista, é um ótimo precendente para o futebol brasileiro.

Outros poucos times também já demonstraram que dá pra segurar suas estrelas, percebendo que o vínculo de um determinado jogador à imagem do clube, traz mais dividendos a longo prazo do que uma "mega transação" para um clube europeu (muitas vezes nem tão megas assim).

Além da manifestação positiva dos comentaristas tupiniquins, me chamou atenção o golpe no ego sentido lá na Espanha. É muito emblemático o artigo do Alfredo Relaño, do jornal esportivo AS, pelo menos enquanto sentimento de que algo está mudando.

Destaco as seguintes frases escritas pelo articulista espanhol:

"El problema es que empieza a no ser ya tan fácil sacar jugadores de Brasil como lo ha sido hasta ahora. Algo está cambiando."

"No hace tanto que el Depor, no uno de los riquísimos de Europa, sino el Depor, se pudo traer a Europa a Rivaldo y Bebeto. Y a Mauro Silva."

"Ahora al Madrid le cuesta más de lo previsto sacar a Neymar, lo que me hace temer que el final del eurocentrismo, que se adivina en el horizonte, está más próximo de lo que pensábamos."

No frigir dos ovos, o jornalista espanhol demonstra todo o medo de o chamado eurocentrismo no futebol estar acabando, já que o Brasil está ficando mais rico, e, consequentemente seus clubes também.

Entendo que essas afirmações são um pouco fatalistas demais, mas que realmente já demonstram um início, que se for confirmado por outros clubes, será maravilhoso.

Na verdade sabemos que nem todos os jogadores têm apelo midiático, e muitos ainda têm o sonho de jogar na Europa, mas que o horizonte se mostra mais favorável a segurar os "indispensáveis", isso também é verdade.

Em conversas com gente próxima a mim, sempre digo a respeito desse assunto, que se o futebol brasileiro deixasse de vender jogadores para o exterior por não mais que três anos, teríamos a liga mais forte do mundo.

No mais, parabéns ao Santos, que está conquistando uma verdadeira legião de novos torcedores que darão muito lucro num futuro próximo.

Se com o início dessa "nova mentalidade" no futebol brasileiro, viesse também a de que não é preciso ir para a Europa para ser considerado grande jogador, seria ótimo.

Esperemos...

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